Conheça o que 8 religiões falam sobre o momento da morte

A morte é vista de diferentes maneiras por religiosos ao redor do mundo. Para muitos, ela representa apenas uma passagem para um novo estágio. Já outros acreditam que uma nova vida pode começar.

De qualquer modo, é inegável o papel que as religiões têm em oferecer conforto e preparação, independentemente do tipo de crença. Veja, neste post, o que as maiores religiões falam sobre o falecimento.

1. Cristianismo

Diferentemente de diversas outras religiões, os cristãos acreditam em apenas uma vida terrena. Assim, após a morte, a alma, que é eterna, será julgada por seus atos. Depois do julgamento, ela pode ir para o céu ou para o inferno, onde pagará por todos os seus pecados. Algumas almas ainda conseguem ir para o purgatório, podendo receber uma segunda chance de ir para o paraíso.

Outro ponto fundamental do cristianismo é a crença no juízo final, quando Deus dividirá justos e pecadores pela eternidade. Para receber o perdão eterno, os cristãos devem ter tido uma vida baseada no amor, na justiça e na solidariedade.

Do mesmo modo, é relevante o modo como ocorreu a passagem. Receber a extrema-unção e os outros sacramentos básicos (batismo e crisma) é considerado fundamental para que o cristão possa ser perdoado e chegar ao paraíso.

2. Espiritismo

Assim como outras religiões, os espíritas acreditam que a morte terrena não representa o fim da vida. O espírito seguiria para um plano espiritual, podendo reencarnar em outra vida posteriormente.

O conceito da reencarnação é um dos principais pontos do espiritismo. Isso porque acreditam que os espíritos criados por Deus buscam a evolução, que só ocorre com as experiências adquiridas em diversas vidas. Dessa forma, não só carregam o que aprenderam e o bem que fizeram, como também tudo de ruim, o que é conhecido como carma.

3. Budismo

Essa religião acredita na reencarnação, mas de uma maneira um pouco diferente. Segundo ela, os espíritos voltam para ter uma nova vida, subindo ou descendo na escala dos seres vivos. Assim, podem retornar como pessoas (a escala mais alta) ou animais (escalas mais baixas).

No entanto, os espíritos não reencarnam eternamente. Ao passar por todo o ciclo de reencarnação, podem se libertar do carma e atingir o nirvana ou terra pura, um lugar de paz, tranquilidade e sabedoria.

Isso só é feito depois que a pessoa se livra de apegos materiais, o que pode acontecer ainda em vida. Desse modo, os budistas realizam diversos rituais de libertação e purificação, ressaltando a importância de virtudes como fé, moral e benevolência.

4. Umbanda

Com fortes influências espíritas, a umbanda crê na evolução do espírito após a morte e a passagem por muitas encarnações. Para os umbandistas, o falecimento é uma etapa necessária para a evolução e, por isso, não lamentam o ocorrido da mesma forma que em outras religiões.

No entanto, evoluir envolve sete linhas da vida (e não apenas uma), regida por diferentes orixás. Após a morte, a alma seria atraída por um destino diferente, que levaria a outro estágio de crescimento espiritual. Ao adquirir muitas experiências ao longo das diferentes passagens, os espíritos mais evoluídos se tornariam guias para os outros, podendo, inclusive, ser contatados no plano terreno.

5. Hinduísmo

Os hindus também acreditam que a reencarnação acontece após a morte. A alma volta à vida várias vezes (ciclo chamado de roda do samsara), até atingir a libertação final (moksha). Depois disso, a pessoa volta para seu verdadeiro lar, um mundo de vida eterna.

A ideia de morte no hinduísmo é semelhante ao budismo, mas com a diferença fundamental de que a reencarnação é tida como algo negativo. Enquanto para os budistas ela é uma chance de evolução espiritual, os hindus querem sair desse ciclo e atingir logo a vida plena. Por isso, realizam diversos rituais ainda em vida e logo depois da morte.

Quando um hindu está perto de morrer, seu corpo é levado para céu aberto e colocado com a cabeça voltada para o Sul. Acredita-se que isso facilita o desprendimento da alma. Com o falecimento, o corpo é lavado com óleos essenciais e ervas aromáticas, passando por uma cerimônia quase festiva.

6. Candomblé

Para os praticantes do candomblé, o espírito possui um destino, que deve ser vivido durante a vida terrena. Com o dever cumprido ao morrer, ele passa a conviver com outros espíritos, orixás e entidades, num plano superior.

Caso o destino não seja cumprido, a alma ficará vagando entre os mortais, podendo influenciá-los negativamente. Mesmo que o candomblé não acredite no conceito de evolução espiritual, a alma pode reencarnar para, finalmente, cumprir seus deveres no plano terreno.

7. Judaísmo

Ao contrário de outras religiões que descrevem com detalhes o pós-morte, os judeus não possuem uma definição muito clara. Acreditam na existência de uma alma imortal e na possibilidade de um céu e um inferno, mas não determinam se existe uma reencarnação ou como ela ocorreria. Por sinal, há grandes divergências dentro do próprio judaísmo em relação a esse ponto.

Devido a todas essas incertezas, os judeus estabeleceram rituais bem complexos para antes e depois do falecimento. A pessoa que está próxima de morrer precisa deixar tudo em ordem e se despedir de todos os familiares. Com a passagem, são feitos diferentes rituais de luto, como o shivá, em que até um mês depois não se pode fazer festas e casamentos e os homens não se barbeiam.

8. Islamismo

Essa religião acredita em apenas uma vida terrena, que serve de preparação para a vida eterna. Portanto, a morte é vista como um momento marcante de passagem, no qual será decidido se a pessoa irá para o inferno ou para o céu. Esse é descrito como um paraíso natural, em que as almas são agraciadas com diversos atrativos, como 72 virgens ou 80 mil servos.

Para os muçulmanos, o destino de todos os homens está nas mãos de Alá. Mas aqueles que viveram segundo os ensinamentos do corão (o livro sagrado) não têm o que temer. Após a morte, os justos começam a viver a eternidade, aguardando o dia do julgamento, quando ocorrerá a ressurreição.

O que outras religiões falam sobre o falecimento

Existe ainda uma infinidade de religiões, cada uma com formas bem peculiares de entender e lidar com o falecimento e a vida após a morte. Uma delas é a cientologia, que defende que as pessoas na Terra são reencarnações de seres imortais extraterrestres.

Já o masdeísmo acredita que ao morrer, a alma fica numa ponte sobre um abismo. Se a pessoa tiver praticado o bem, a ponte é comprida, representando maior tempo de vida em outra encarnação. No entanto, se for estreita, significa que ela cairá mais rápido no abismo, o fim absoluto.

Também existem muitas diferenças em relação aos funerais e aos ritos para o sepultamento. Por exemplo, enquanto os hindus recomendam a cremação, os espíritas pedem apenas que se espere um período para que a alma se desprenda do corpo e os judeus não a realizam, pois acreditam que o espírito é consumido junto com o corpo.

Ou seja, cada crença possui uma forma diferente de ver a vida após a morte e de lidar com ela. Mas independentemente do que as religiões falam sobre o falecimento, o mais importante é que todas elas oferecem conforto para as famílias e são formas de se preparar para um momento inevitável para todos.

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