6 formas de manter a família unida

Uma das maiores dificuldades de manter a família unida está em tentar conciliar as diferenças de seus integrantes. Na ficção, não há uma só família formada por membros minimamente parecidos. Seja em “Todo Mundo Odeia o Chris”, “Os Simpsons”, ou na brasileira “A Grande Família”, pode reparar: cada integrante tem seus gostos e particularidades, sempre muito diferentes dos demais.

Como a vida imita a arte, não é de se estranhar que a gente encontre por aí tantas famílias que também são compostas por membros incríveis e cheios de amor, mas quase nenhuma afinidade. E, às vezes, essa falta de pontos em comum, somada à rotina e obrigações do dia a dia, acaba levando cada um para seu canto.

Embora o distanciamento seja visto com naturalidade, manter a família unida é importante. Não só pela afetividade e apoio que pode ser trocado, mas também porque, cedo ou tarde, chegará o momento de conversar sobre aposentadoria, velório e herança de um ente querido. E esses temas delicados fluem melhor quando os irmãos, primos e outros parentes têm confiança e empatia uns com os outros.

Para manter a família unida ou reaproximar aqueles que estão mais distantes, veja 6 formas de fazer isso nos próximos tópicos!

1. Puxe conversa

Sabe aquele primo que nunca foi muito próximo? Ou o irmão mais novo que foi fazer intercâmbio em outro continente e decidiu ficar por lá? Tente quebrar o gelo e encontrar assuntos em comum para manter um diálogo frequente.

Com as redes sociais, fica fácil saber do que as pessoas gostam e encontrar uma brecha para puxar papo. Observe as fotos publicadas, os links compartilhados e, a partir daí, tente entender quais são os hobbies e assuntos de interesse do familiar em questão.

Com algumas informações em mente, fica mais fácil começar uma conversa com potencial para ir além de “oi, tudo bem?”. Pouco a pouco, a conversa flui e vocês podem começar ou reconstruir uma amizade.

2. Respeite as diferenças

Pode ser que você seja uma pessoa muito religiosa e tenha um familiar ateu. Ou que goste de música clássica e tenha um cunhado que cante funk.

Quaisquer que sejam as diferenças, elas não são motivos para considerar o outro inferior nem para julgá-lo, discriminá-lo ou pressioná-lo para que mude. Só é possível manter a família unida verdadeiramente se todas as diferenças forem encaradas como beleza, e não como empecilho.

Em vez de olhar sempre para aquilo que o outro tem de tão diferente, e que, por questões pessoais, causa incômodo, que tal procurar na pessoa o que ela tem de mais encantador? Pode ser o bom humor, a vontade de ajudar, ou o jeito questionador que tira todo mundo da zona de conforto. Todo mundo tem algo a nos acrescentar.

3. Semeie a paz

Fazer fofoca não é legal, e esse tipo de comportamento também pode minar as relações familiares. Os comentários maldosos e pelas costas magoam e fomentam um clima hostil. Portanto, se alguém vier fofocar, o melhor a fazer é cortar o assunto com outro mais alto astral.

Isso vale também para antigas mágoas. Desentendimentos fazem parte da vida, e erros idem. Se alguém lhe fez algo ruim, procure compreender que as pessoas dão o que têm no momento, e que todos estão em constante evolução.

Possivelmente, o parente que lhe magoou no passado já tem ideias e entendimentos diferentes e, hoje, se estivesse na mesma situação, agiria de outra forma. Então, deixe a mágoa ir. Segurá-la não faz bem tampouco resolve qualquer atrito. Só o que pode solucionar relações estremecidas é uma nova chance dada de coração aberto.

4. Mantenha tradições

A macarronada de domingo, o almoço de Dia das Mães, a festa de aniversário da avó que reúne mais gente que o Natal. Cada família tem suas tradições, e mantê-las é importante. Além de aproximar as pessoas, a tradição familiar remete à identidade e provoca sensação de pertencimento.

Ela também gera memória afetiva. Qualquer dia, aquele primo que parecia ser a ovelha desgarrada da família vai comer uma lasanha parecida com a que a avó fazia no Natal, sentir a saudade bater e telefonar para alguém. Não só pela vontade de comer novamente a deliciosa lasanha, mas porque ela remete a encontro, abraços, brincadeira de primo no quintal e carinho de avó.

5. Quebre a rotina

A família só se encontra nas mesmas datas e locais? Talvez seja o momento de propor algo novo. Uma viagem juntos para um hotel fazenda, alguns dias a bordo de um navio, ou uma grande festa são algumas possibilidades.

O evento ideal vai depender do perfil da família, das condições financeiras e do tempo livre de cada um. Mas, certamente, um encontro diferente vai renovar as energias, possibilitar novas vivências e estreitar laços.

6. Fale o que sente

Botar os sentimentos para fora não vale só na hora dos desentendimentos. Expressar-se com sinceridade faz bem para a saúde e os relacionamentos, especialmente, quando aquilo que está guardado é gostoso de falar e de ouvir. Não tenha medo de ser taxado de brega ou de pegajoso pelos sobrinhos adolescentes! Abrace, elogie e faça declarações de amor sem medo de ser feliz.

Diga à irmã como ela ficou bem com aquele novo corte de cabelo, e o quanto é bom ouvir a risada dela. Elogie o gosto musical e cinematográfico do irmão, passe em uma floricultura e leve um mimo para a tia, prepare a sobremesa de que seu pai gosta. Nas despedidas, distribua abraços. Diga que vai sentir saudades, se isso for sincero.

Pequenos gestos amorosos não custam nada, alegram o coração dos envolvidos e contagiam. Você pode dar o primeiro passo para que sua família seja mais afetuosa e acolhedora. Manter a família unida é uma tarefa que flui com facilidade em alguns casos. Mas, em outros, parece muito difícil fazer com que os familiares se reúnam em clima de paz e união.

Entretanto, é importante dar passos nessa direção, seja ao propor novos encontros, resgatar tradições, ou expressar amor. Família unida é sinônimo de alegria, pertencimento, segurança e carinho. Também é sinônimo de tranquilidade em momentos delicados, em que se faz necessário tomar decisões importantes.

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