Como preparar-se emocionalmente e financeiramente para a morte de um familiar?

Embora seja difícil aceitar essa verdade, todos sabem que a morte é inevitável. Por mais natural que isso seja, basta tocar no assunto para o clima ficar pesado. As pessoas não discutem sobre a morte e, tampouco, preparam-se para a sua chegada: o que é um erro.

Falar sobre a morte pode ser um tanto desagradável, mas um mal necessário, principalmente se tratando da morte de um ente querido. É impossível saber quando vai acontecer, por isso é tão importante preparar-se emocionalmente e financeiramente para a morte de um familiar. Dessa maneira você evita passar por mais situações chatas durante esse momento tão delicado e triste.

Neste texto, mostraremos algumas alternativas que podem te ajudar a se preparar melhor para a perda de um familiar. Confira!

Como se preparar financeiramente?

Velório, enterro, sepultamento, enfim, sejamos sinceros: tudo isso custa muito dinheiro. A morte de alguém abala as pessoas tanto psicologicamente quanto financeiramente, portanto, é bom estar preparado.

A melhor maneira de se preparar financeiramente para a morte de um familiar é guardando dinheiro em uma poupança. Você deve estar se perguntando como saber qual é o momento certo para começar a juntar o dinheiro, mas isso depende: há casos de preocupação e prevenção antecipada, quando há pessoas idosas ou em outras situações que levem os familiares a se atentarem previamente.

Algumas pessoas têm dificuldade em aceitar a ideia de que seu ente querido pode vir a óbito em pouco tempo; também existe aquelas pessoas esperançosas que sempre acham que o indivíduo vai sair daquela situação e, por isso, se recusam a guardar o dinheiro com este fim.

Preparar-se financeiramente para a morte de alguém não significa que você deseja o mal dessa pessoa, então, caso você perceba que é o momento de guardar dinheiro, não hesite.

Mas o que fazer quando há uma morte inesperada, como em casos de acidentes ou infarto? Nessas situações, o melhor a se fazer é checar se o indivíduo não tinha nenhuma reserva guardada. Usar o dinheiro que seria repartido como herança é uma maneira de cobrir as despesas, por exemplo. Também vale pesquisar se o falecido pagava seguro de vida, pois a família pode recorrer ao reembolso.

No entanto, a melhor forma de se preparar para o falecimento é a contratação de um plano funerário. Diferente do seguro, que apenas cobre o custo funerário, o plano de assistência funeral cuida de todos os detalhes após a morte. É um serviço completo, que resolve toda a burocracia envolvida nessas situações.

Basta pagar uma taxa mensal para que a empresa cuide de tudo: desde a liberação do corpo e emissão de documentos até a preparação da cerimônia. Contratando o plano, é possível escolher os detalhes do seu falecimento, por exemplo, se você deseja ser cremado ou sepultado.

Quais são os procedimentos burocráticos?

As primeiras coisas que devem ser feitas quando alguém morre é providenciar a liberação do corpo e a emissão da certidão de óbito. Ambas dependem da causa mortis para serem resolvidas rapidamente. Quando o falecimento se dá por violência ou acidente, por exemplo, leva mais tempo para conseguir resolver essas questões.

Para conseguir a certidão de óbito é necessário uma série de documentos do falecido e, muitas vezes, conseguir todos os documentos é o que dá mais dores de cabeça aos familiares.

Depois que os documentos estiverem prontos, basta preparar a cerimônia de velório e escolher o tipo de sepultamento. Se o falecido não tiver deixado nenhum testamento exigindo os detalhes do seu sepultamento, fica a critério da família escolher o que achar melhor.

O falecido pode ser cremado ou enterrado no cemitério. No primeiro caso, você escolhe uma urna para guardar as cinzas. Já na segunda opção, é preciso um jazigo. O terreno pode ser temporário (os restos do falecido serão retirados após algum tempo) ou perpétuo.

Resumidamente, esses são os procedimentos que geralmente são adotados quando uma pessoa falece, mas tudo depende do motivo que causou a morte da pessoa.

É possível se preparar emocionalmente para a morte?

A grande verdade é que é muito difícil aceitar que um dia as pessoas que nós amamos vão embora. Mas, se você deseja sofrer menos quando a hora dos seus entes queridos chegar, é melhor preparar o seu estado psicológico com antecedência. É claro que a situação em si nunca vai deixar de ser triste, mas é possível passar por esse momento com mais serenidade.

Em suma, a melhor forma de se preparar emocionalmente para a morte de alguém é aceitando que isso é inevitável. Como já dito, as pessoas pouco falam sobre a morte; é como se ignorassem a sua existência. Quanto mais você nega uma verdade, mais dura ela se torna. Portanto, comece a encarar os fatos e trate sobre esse assunto com uma pessoa de sua confiança — discuta sobre o fim da vida e expresse suas angústias.

Algumas pessoas recorrem à religião para aceitarem melhor a morte, outras procuram ajuda em terapias — e ambas as iniciativas estão corretas. Seja lá qual for o seu método, procure uma maneira mais fácil de aceitar a morte. Também é importante que você tenha uma rede de apoio, ou seja, pessoas de confiança que poderão apoiá-lo e estar ao seu lado nesse momento de vulnerabilidade.

Preparar-se emocionalmente e financeiramente para a morte de um familiar não é nada fácil, mas é melhor organizar tudo antes da hora chegar do que ter que se preocupar com essas questões em um momento de tristeza. Além disso, ao fazer isso, você estará apto a dar apoio ao restante dos familiares. Estar junto, nessas situações, é sempre a melhor opção para a superação de uma perda. Prepare tudo agora para que, no futuro, você possa viver seu luto em paz.

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