Falecimento de avó: como lidar com a dor desse momento

Quando morre uma pessoa que gostamos muito, como o caso de falecimento de avó, por exemplo, um sentimento de tristeza e dor invade nosso coração e alma. Por mais natural que a morte seja e que saibamos que todos passarão por ela, ainda é um momento de muita incompreensão para o ser humano, principalmente para as crianças.

Esse processo natural traz consequências para quem fica, fazendo com que a pessoa passe pela fase do luto e por uma desestruturação da vida, sendo preciso reaprender a viver sem o ente perdido para evitar problemas maiores, como a depressão, por exemplo. Continue a leitura deste post e entenda quais são os estágios do luto e como passar por eles da melhor maneira possível.

Entenda o processo de luto no falecimento de avó

O falecimento de um ente querido é impactante em qualquer circunstância, mas nos casos de um paciente que está em fase terminal de uma doença, por exemplo, o luto já começa a ser sentido antes da morte. Já nos casos de mortes inesperadas o fato é ainda mais traumático. Mesmo em situações diferentes, o sofrimento e a tentativa de compreensão não podem ser menosprezados. Por isso, o luto é classificado por etapas, que são:

Negação

Período em que a pessoa não consegue aceitar o fato e fica se alimentando de lembranças, como se estivessem acontecendo naquele momento.

Raiva

Começa a buscar culpados pelo ocorrido tanto em outras pessoas quanto nela mesma por não aceitar a perda como algo natural.

Negociação

Em pensamentos a pessoa entra numa fase de querer alterar o que houve, imaginando que se tivesse feito algo diferente o outro não teria morrido.

Depressão

Com o tempo os sentimentos de dor, tristeza, problemas físicos, dentre outros começam a ficar mais fortes e evidentes, fazendo com que o enlutado fique alheio à vida, deixando de comer, sair, trabalhar e até de tomar banho. Esse é um momento em que se torna necessário buscar uma ajuda profissional.

Aceitação

Os dias passam e todos aqueles sentimentos ruins diminuem. Porém, isso não quer dizer que não haja mais nenhum afeto pelo ente perdido, mas que aceitou a morte com naturalidade. Nesse momento ocorrem os sentimentos de paz e tranquilidade e, mesmo sentindo saudade, a pessoa entende a vida com outra perspectiva.

Vivencie o luto

Não há como fugir da dor, nem como tomar um remédio para que ela passe. O indicado é vivenciar o luto e enfrentar os sentimentos com apoio da família e amigos. Além disso, é importante entender e respeitar que cada pessoa reage de uma maneira e tem seu tempo para evoluir no processo.

É recomendado buscar situações que dão prazer, alegria, relaxamento, um sentimento positivo diante da vida e atividades diárias a fim de ocupar o pensamento e para que o enlutado não se sinta sozinho. Incentive-o a expor os sentimentos de tristeza, raiva e até mesmo que queira fazer uma barganha para evitar passar aquele momento tão ruim. Não deixe que fique guardando para ele.

Ensine a criança a expressar o sentimento

Se for criança, às vezes ela não diz nada e se expressa com sua mudança de comportamento. Começa a fazer xixi na cama, chupar dedos, querer apenas colo, brigar com os amigos etc. Falar pode diminuir sua tristeza e ela se sentirá amparada mesmo que ainda não compreenda direito o que está acontecendo.

Não tente esconder: converse claramente sobre a morte com o pequeno. Seu comportamento em relação ao luto será um exemplo de como se portar diante da situação. Chore junto com a criança e demonstre sua tristeza e alívio de poderem estar juntas. Explique à criança sobre o funeral, o que ela vai ver lá, os rituais e deixe que ela decida se quer ir. Se ela for, deixe ficar um período, não muito longo, e se despedir do parente.

Busque uma crença ou religião

Uma religião ou crença ajudará a compreender melhor a morte da pessoa e seu sofrimento também, pois nela encontrará explicações que podem dar força interior para superar o momento negativo. Segundo estudos teológicos, nem sempre o que acontece é vontade de Deus. Mas uma coisa é certa: Deus nunca nos abandona.

Tanto cristãos quanto islâmicos e judeus creem na ressurreição após a morte. Os espíritas acreditam na reencarnação para sua evolução por meio da matéria. Outras religiões dizem que uma pessoa pode renascer no corpo de um animal ou vegetal e nas orientais a reencarnação significa a purificação da alma.

Se os adultos são cheios de dúvidas sobre o assunto, como explicar para uma criança? Cada pessoa interpreta a vida de uma forma e as crianças não são diferentes. Por volta dos cinco anos de idade elas veem a morte como uma situação que pode ser revertida a hora que quiser. Entre cinco e nove começa a entender como um ponto final da vida, porém, acredita que isso não acontecerá com ela. Acima dos nove já percebe que é algo natural e inevitável.

Explique a ela que Deus não desampara quem faleceu nem quem ficou aqui, que não existe culpado e, se for o falecimento da avó em uma situação de doença grave, por exemplo, que a morte foi um alívio. É preciso fazer a criança entender que a morte é um processo natural da vida e que é preciso ser grato por ter convivido com a pessoa em questão. Não é indicado que diga à criança que a avó está dormindo para sempre, pois ela poderá ficar com medo de dormir.

Independentemente se é adulto ou criança, o falecido nunca será esquecido, mas o enlutado aprenderá a lidar com sua falta e com a saudade. Se não estiver conseguindo enfrentar sozinho, é bom procurar um psicólogo ou psiquiatra para dar a ajuda correta.

A morte deve deixar de ser um tabu. Portanto, no post de hoje abordamos sobre o luto devido ao falecimento de avó, a importância de suas fases e vivências e como orientar uma criança em relação à morte de um parente para que comece a aprender a superar as perdas.

Este artigo foi útil para você? Então leia nosso outro post para entender qual é a importância de viver o luto.

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