Sepultamento ou enterro: entenda a diferença e como escolher

Sepultamento, enterro e cremação, você sabe a diferença? A maioria das pessoas considera que sepultamento ou enterro são sinônimos, mas estão errados. Vamos conhecer um pouco da história de cada um para entender suas diferenças. E como fazer a melhor opção para você e sua família.

Conforme descobrimento de historiadores os cemitérios surgiram a mais de 60 mil anos antes de Cristo. Na época, o costume era enterrar os corpos em baixo da terra ou de pedras. O cheiro da decomposição dos mesmos atraiam os animais predadores e estes ficavam mais longe do povoado e a população se sentia mais segura contra ataques. Continue a leitura.

Conheça a história do ritual do velório

Com o passar dos anos, na Idade Média mais precisamente, pesquisadores descobriram que a população passou a velar os corpos de seus entes. Devido à falta de luz elétrica no período, o ambiente era iluminado por velas; assim, denominou-se velório.

Depois do surgimento das igrejas, além dos mortos serem velados lá, eram nelas sepultados; isto ocorreu até os anos de 1820. No entanto, quem tinha esta honra eram pessoas importantes da sociedade.  Os demais que viviam no local ficavam enterrados em covas.

Na Europa havia o mesmo costume; porém, deixou de ser praticado devido à doença de peste negra que matou inúmeras pessoas e ficou inviável o sepultamento de tantas dentro da igreja.

Saiba a origem da cremação

Outra prática tão antiga quanto o enterro, é a cremação que teve seu início em Roma e na Grécia, de acordo com historiadores. Somente pessoas da nobreza poderiam ser cremadas. Por outro lado, as pessoas que não faziam parte da alta sociedade, consideradas impuras, recebiam o castigo do enterro.

As religiões budistas e hinduístas consideram a cremação uma purificação e regeneração da alma para as próximas encarnações.

Veja a diferença entre sepultamento e enterro

Sinônimos? Não. Enterro deriva do ato de enterrar alguém ou algo, independentemente do local. Sepultamento é a ação de colocar a pessoa morta dentro de uma sepultura do seu tamanho para receber homenagens no velório. O Egito com suas pirâmides é referência na questão de sepultamento, com sua tradição milenar.

Depois da criação dos cemitérios no Brasil é proibido enterrar corpos fora dele, conforme a legislação brasileira. Os cemitérios oferecem toda estrutura física e ambiental para sepultar os falecidos e estes recebem tratamentos adequados por parte das funerárias como técnicas para a conservação dos corpos durante os velórios.

Mais um detalhe é que o sepultamento pode ser feito dentro de um caixão ou urna cinerária, se o falecido for cremado.

Entenda as características da cremação e do enterro

Para realizar a cremação de um corpo existem alguns processos a serem seguidos. Deve-se apresentar ao crematório a certidão de óbito da pessoa falecida, uma permissão do médico legista, a “Declaração de vontade” registrada em cartório, caso o falecido tenha deixado por escrito seu desejo. Se não houver, um parente de primeiro grau preencherá a autorização para cremação.

Alguns estados brasileiros determinam que se espere até 48 horas para autorizar a cremação, principalmente, se houve morte violenta e que tenha passado por todos os procedimentos dos legistas e policiais.

A urna utilizada tem de ser contra vazamento de fluídos corporais e segura para proteger quem vai operar o crematório. Se o falecido tiver marca-passo, este precisa ser retirado com antecedência para que o mesmo não exploda e estrague o incinerador.

Já o enterro pode ser feito na terra, em covas e gavetas. A pessoa morta pode permanecer no local por até três anos, depois é obrigatório a exumação do corpo por parte da família. A ossada é retirada e transferida para um ossário que deve pertencer aos familiares, também.

No enterro, ou melhor, sepultamento, o familiar deve estar de posse dos documentos de identificação do falecido e da declaração de óbito para contratar a funerária que atuará no translado do corpo para o velório e cemitério. O familiar irá até o cemitério para comprar um túmulo perpétuo, se não tiver, ou preencher os documentos para sepultar o ente no jazido existente.

Para o sepultamento há algumas regras, como:

  • corpo sem conservação: o sepultamento deverá ser realizado 24 horas após o falecimento, com caixão funerário de fundo impermeável;
  • corpo com formolização ou acondicionamento em caixão metálico lacrado, para sepultamento entre 24 e 72 horas após a morte;
  • corpo embalsamado, com sepultamento superior a 72 horas, e que será transladado por via aérea em voo doméstico.

Considere os aspectos emocionais e religiosos

Perder uma pessoa querida já é um momento bem difícil; e mais complicado é você ter de decidir se vai cremar ou enterrar a pessoa. Assim, avalie se a pessoa informou se quando morresse qual era seu desejo. Às vezes, em uma brincadeira, ela pode ter expressado sua vontade.

As cidades de médio e grande porte têm encontrado problemas em seus cemitérios que estão ficando com capacidade esgotada para novas sepulturas. Questões ambientais tem dificultado a abertura de outros cemitérios.

A cremação por ser não poluente, não afetar o meio ambiente e hoje está sendo mais divulgada, quebrando qualquer mito existente, tem sido muito utilizada por parte dos familiares. Inclusive, porque, assim como no cemitério, você pode ir visitar o falecido. No crematório há a sala de memórias em que ficam guardadas as cinzas do parente ou amigo.

Desta forma, você não se distanciará do seu ente, poderá cultivar sua presença, conforme sua religião ou crença para enfrentar a saudade desta pessoa e as inquietações que a ciência, ainda, não encontrou respostas.

Ninguém gosta de programar a sua morte e de parentes, porém, fazer um plano preventivo é a forma mais econômica. Independentemente de ser sepultura ou cremação.  A sua morte será menos traumática em relação aos custos para sua família.

E toda parte burocrática terá assistência da funerária contratada, pois é um momento delicado de lidar com a dor e também pensar na questão prática do processo.

Conseguiu entender a diferença entre sepultamento ou enterro? Neste artigo foram apresentadas as diferenças, características e considerações a serem avaliadas na escolha do processo.

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