Veja como fazer o planejamento familiar em 9 passos

O termo planejamento familiar é amplo: vai desde o número de filhos e a saúde, passando pelo setor financeiro e chegando até a morte. Por isso, as pessoas devem programar o futuro pensando nos herdeiros e nos cônjuges.
Mas infelizmente os brasileiros não costumam agir dessa maneira, ficando desamparados quanto enfrentam uma situação de emergência ou imprevistos. Logo, o tema é muito relevante para que você possa se conscientizar e preparar os dias que virão de seus familiares — inclusive quando não mais estiver entre eles. Confira o conteúdo a seguir e comece a agir conforme nossas 9 dicas sobre fazer o planejamento familiar! Vamos lá?

1. Planeje a quantidade de filhos

O Brasil apresenta 1,8 milhão de partos advindos de gestações não planejadas. Diante desses dados, fazer o planejamento familiar é essencial. Se você deseja aumentar a família, é preciso se organizar, visto que se trata de uma responsabilidade para a vida toda.

Sendo assim, é necessário avaliar aspectos como idade reprodutiva, relacionamento conjugal e equilíbrio profissional ou financeiro. Haverá gastos substanciais para criar essa criança, a exemplo de:

  • plano de saúde;
  • roupas;
  • fraldas;
  • enxoval;
  • remédios;
  • babá;
  • escola;
  • materiais escolares;
  • atividades extras;
  • transporte;
  • faculdade e muitos outros.

2. Use métodos contraceptivos

Para evitar surpresas e principalmente uma gravidez indesejada, adote métodos contraceptivos. Os mais comuns são as pílulas, que têm alta eficácia, mas também existem:

  • preservativos masculinos e femininos;
  • DIU;
  • anticoncepcional injetável;
  • adesivo;
  • implante subcutâneo;
  • laqueadura;
  • vasectomia.

3. Obtenha um diagnóstico das finanças mensais

Levante todas as despesas fixas, como água, luz, telefone, alimentação, moradia, prestação de veículo, empréstimos e internet, entre outras que houver. Faça o mesmo com as despesas variáveis, ou seja, aquelas contas que não têm valor fixo ou previsível: passeios, vestuário, viagem, mecânico etc. — essas devem ser controladas para que não consumam muito do seu orçamento.

O indicado é gastar até 35% do seu salário com as despesas variáveis, para que possa destinar 15% a investimentos e 50% às contas fixas. Contudo, se ainda conseguir fazer sobrar dinheiro, aproveite e aplique-o também, de maneira a construir seu patrimônio mais rapidamente.

Outro detalhe igualmente importante é identificar de onde vem o capital e qual é seu valor, visto que as pessoas costumam ter um salário principal e uma renda extra. Com isso, é possível saber onde se deve melhorar ou a necessidade de substituir uma atividade por outra mais lucrativa.

 

4. Relacione os gastos que podem ser cortados

Na prática, ter o controle dos gastos não é fácil nem agradável, mas a tecnologia tem ajudado com suas aplicações e soluções online. Esses recursos foram pensados justamente para que você encontre em que está desperdiçando dinheiro.

Neles, é possível anotar todos os produtos e serviços comprados ao longo do dia, mês e ano. Assim, você vai avaliar os números para entender o impacto que têm no seu planejamento. Essa atitude é relevante desde que se tenha o objetivo de cortar despesas e buscar investimentos.

5. Envolva toda a família na educação financeira

Proibir a família de gastar dinheiro sem explicar a razão é algo que não dará certo. Por isso, oriente sobre as metas que devem cumpridas e seus motivos. Você vai perceber o quanto essa atitude trará impactos positivos futuramente.

Envolva todos nessa empreitada e comemore junto cada etapa alcançada. Aproveite também para trabalhar planos de longo prazo, pois as pessoas são imediatistas e sentem dificuldades em lidar com a espera. Desse modo, mostre que aguardar pode ser bem gratificante.

6. Tenha uma reserva de emergência

A reserva de emergência é um ponto crucial e preocupante, pois as famílias brasileiras não têm essa cultura. Isso vale principalmente se você pensar em deixar uma quantia para seus entes queridos caso não esteja mais entre eles.

No entanto, é possível fazer uma reserva por meio de poupança, tesouro direto, fundos de pensão, CDB, fundos imobiliários e vários outros tipos de investimento. Sendo assim, separe um valor por mês para aplicar. Com essa postura, você vai perceber que a longo prazo seus familiares podem usufruir de uma vida mais tranquila.

7. Prepare a transmissão de bens em caso de morte

Caso você tenha patrimônios, é necessário se preocupar com a forma como serão transferidos aos herdeiros após sua morte. Na realidade, trata-se de um pensamento desagradável, mas infelizmente essencial.

Os processos de inventário podem ser longos e caros, o que gera conflitos e complica ainda mais a situação entre as pessoas da família. Sendo assim, garanta que seus bens sejam repassados usando o planejamento sucessório. Conforme o valor envolvido e a espécie do bem, pode-se usar um ou mais instrumentos para a transmissão da herança.

Assim, é possível fazer o inventário ou outro documento, desde que deixe claro quem ficará com o que e as condições para tanto. Além disso, dependendo do caso, há a chance de reduzir custos ou mesmo pagar menos impostos.

8. Contrate um seguro de vida

Outro fator relevante é contratar um seguro de vida que se encaixe em sua maneira de viver. Dessa forma, adquira um produto que ofereça cobertura aos riscos reais que você corre no dia a dia. Se contratar além disso, pagará um custo mais alto. Então, analise quais fatores deseja que sejam cobertos e quais estão disponíveis e podem ajudar se houver imprevistos.

Mas não feche contrato com cobertura menor se não quiser passar dificuldades. Posto isto, analise as coberturas de seguro de vida, como:

  • morte;
  • despesas médicas;
  • incapacidade temporária;
  • invalidez permanente;
  • invalidez permanente majorada.

9. Adquira um plano funerário

É certo que falar de morte não é algo fácil, porém acabaremos sofrendo com a perda de um familiar amado. Consequentemente, deve-se estar preparado psicológica e financeiramente para lidar com a situação.

Ter um plano funerário auxiliará muito nesse momento, pois é uma opção para planejar o velório e sepultamento de uma pessoa (bem como o seu). Assim, os impactos burocráticos e financeiros estarão minimizados, o que garante tranquilidade para os familiares que ficarem.

Saiba que cada empresa tem diversos tipos de planos funerários, que podem ser individuais ou familiares. Além disso, os serviços vão do básico ao luxo e até aos completos. Mas analise cuidadosamente cada um, inclusive quem pode ser incluído na apólice, os cemitérios e crematórios, a idade mínima e máxima, os diferenciais dos serviços e suas coberturas. Seguindo essas 9 dicas, é possível garantir um planejamento familiar adequado.

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