Entenda aqui como funciona a cremação

Mesmo que seja um costume antigo, a cremação ainda é uma prática funerária desconhecida de boa parte da população. Seja pela falta de conhecimento ou por tabu religioso, muitas famílias preferem o tradicional sepultamento em cemitérios por não conhecerem como funciona a cremação.

No entanto, cremar o corpo pode ser uma opção mais barata, tranquila e até mais ecológica, tendo em vista que não polui o ambiente e nem ocupa grandes terrenos. Continue lendo para saber mais:

Qual a origem da cremação?

A cremação já era praticada pelos povos orientais há mais de 3 mil anos, sendo considerada uma maneira mais nobre e digna de passagem, dedicada principalmente a imperadores e grandes guerreiros. No ocidente, os gregos antigos adotavam esse tipo de funeral em fogo aberto. Com o tempo, por questões religiosas, ela foi considerada ilegal ou em desuso, e o sepultamento ganhou a preferência das pessoas em diversos lugares do mundo.

No Brasil, só em 1974 foi inaugurado o primeiro crematório, na Vila Alpina, em São Paulo. De lá para cá, a cremação se tornou um pouco mais comum, sendo a opção inclusive de personalidades como os políticos José de Alencar e Itamar Franco e os atores Walmor Chagas e Marcos Paulo.

Como funciona a cremação?

O processo de cremação é bastante simples. Depois de um velório, o corpo é levado para uma câmara fria no crematório. Lá, ele fica aguardando 24 horas, podendo nesse tempo ser reclamado pelos parentes ou pela polícia, essa última em caso de morte violenta (quando ocorre um crime, o processo pode ser impedido ou suspenso por ordem judicial).

Depois desse período, segue para a câmara crematória, dentro de um caixão de madeira (em alguns países, como os Estados Unidos, ele é feito de papelão) lacrado e sem as alças. Também são retirados objetos de metal, como relógios, joias e bijuterias e marcapassos, pois as altas temperaturas podem causar até mesmo a explosão de tais acessórios.

O corpo é, então, submetido a um calor de mais de 1000 ºC por cerca de uma a três horas, dependendo do peso da pessoa, da roupa e do material da urna.

Toda a parte orgânica e o próprio caixão são evaporados. O que sobra são restos inorgânicos que formam as cinzas armazenadas depois como restos mortais, que pesam entre um a dois quilos. Partes maiores são trituradas manualmente ou por um moinho ainda dentro da câmara.

A família não pode assistir a cremação. Ela recebe as cinzas dentro de uma urna funerária, que pode ser adquirida junto com um plano ou no próprio crematório. No geral, todo o processo é bem rápido, prático e seguro.

Ao contrário do que acontece com o sepultamento em cemitérios, é importante que o falecido queira ser cremado. As pessoas precisam optar por serem cremadas ainda em vida, com a assinatura de um documento e registro em cartório. Se isso não for feito, um familiar pode fazer a escolha, mas apenas se o restante da família for a favor. Por isso está se tornando cada vez mais comum a adesão a um plano funerário para quem deseja ser cremado.

Quanto custa?

Hoje em dia, muitas pessoas ainda não optam pela cremação por acreditarem ser um procedimento caro, justamente por ser mais moderno. No entanto, cremar pode sair até pela metade do preço pago pelo sepultamento em cemitério, tendo em vista que este inclui gastos com a compra ou aluguel do terreno, condomínio e manutenção das sepulturas e jazigos.

De fato, o investimento para ser cremado varia bastante de acordo com a cidade e o valor da urna funerária, do caixão e de todo o serviço de funeral, de acordo com a preferência de cada um. Em algumas cidades, pode haver uma variação de poucas centenas até dezenas de milhares de reais.

O pagamento pode ser feito à vista ou por meio da contratação de planos funerários, que facilitam bastante o pagamento e evitam dores de cabeça para a família num momento tão delicado.

Como as famílias e as religiões aceitam o processo?

Como a cremação costuma ser uma opção do falecido, a prática ainda pode encontrar muita resistência nas famílias, que preferem a cerimônia de um sepultamento, com a possibilidade de visitação no cemitério depois da morte, por não quererem perder o vínculo material com a pessoa.

De fato, a sepultura ainda é um símbolo para muitas pessoas. Isso não precisa ser um problema para os familiares de quem é cremado, pois os restos mortais podem ser depositados em um lugar especial ou mesmo a urna pode ser mantida em casa.

Assim, é importante que a pessoa deixe muito clara a opção para toda a família antes de morrer, explicando as vantagens, o motivo da escolha e os procedimentos a serem seguidos. Também pode-se escolher um local para se jogar as cinzas, como um lago, uma praia ou uma colina, que pode servir tanto para a visitação quanto para a realização de uma cerimônia.

Outro fator a se resolver antes é a aceitação pela comunidade religiosa. Hoje, a maioria das religiões aceitam a cremação, mas algumas possuem restrições. Os protestantes e católicos, por exemplo, permitem desde 1964 que os fiéis sejam cremados. Os espíritas esperam um período mínimo de 72 horas, no qual acreditam que ocorre o abandono do corpo pela alma. Já os judeus não cremam os corpos, pois para eles a alma também é destruída. É bom consultar os ritos de sua religião antes de resolver pela cremação, se esse for o caso.

Por que contratar um plano funerário?

Como o valor da cremação, bem como todo o serviço agregado, costuma variar bastante, a contratação de um plano funerário pode evitar muitos problemas depois do falecimento. Com ele, o valor pode ser parcelado, evitando-se deixar uma dívida para os familiares.

Simule aqui um plano com cremação.

A contratação de um plano também garante que as vontades da pessoa sejam atendidas após a morte. Basta que uma pessoa acione a seguradora depois do óbito e ela se encarregará dos procedimentos para a cremação, de modo que esse seja um momento de respeito e dignidade para o falecido e de tranquilidade para quem fica.

Ficou com alguma dúvida sobre como funciona a cremação? Qual a sua opinião sobre ela? Deixe um comentário logo abaixo!

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