Fique por dentro do que é o embalsamamento e a sua origem

Diferentes técnicas para o tratamento de corpos antes do sepultamento têm origem lá na Antiguidade, principalmente na região do Antigo Egito, de onde viveram os faraós. Um bom exemplo disso é o método conhecido como embalsamamento. No entanto, com o surgimento de novos processos, produtos e tecnologias, essa técnica evoluiu e se tornou a tanatopraxia.

Ambas foram desenvolvidas com o intuito de tratar e preservar o corpo por meio de soluções específicas. Dessa maneira, os cadáveres podem ser utilizados principalmente pelos estudantes de medicina, de modo que pesquisas e tratamentos sejam desenvolvidos e aprimorados.

Neste artigo, você conhecerá a origem e a história da técnica de embalsamamento, bem como a sua evolução nos dias atuais e a importância para a sociedade. Acompanhe!

O que é embalsamamento?

O embalsamamento ou embalsamento é uma técnica que surgiu há mais de quatro milênios para que os cadáveres fossem preservados. Por meio dele, é possível prevenir a putrefação, que é um dos estágios de decomposição de um corpo.

Apesar de fazer parte de diferentes tradições, o procedimento de embalsamar corpos era muito comum na região do Antigo Egito. Acredita-se que desde antes de 3300 a.C., época da descoberta da primeira múmia, a Ginger, o procedimento de embalsamamento já era utilizado por esses povos.

Essa preservação dos corpos é muito comum não só para os velórios, mas também em casos de celebridades, políticos, casos especiais e quando há necessidade de fazer o transporte aéreo do falecido. Isso porque é preciso que o cadáver esteja em boas condições para ser velado.

Qual é a história e origem do embalsamento?

Como dito, essa é uma técnica milenar que acompanha diferentes povos e tradições. No entanto, foi utilizada em massa pelos egípcios. Por isso, o embalsamamento se tornou característico dessa região.

O procedimento feito no Antigo Egito é bem diferente do que é praticado hoje. Para a preservação dos corpos, principalmente dos faraós, os antigos egípcios não tinham uma única receita para a mumificação e embalsamamento, pois isso dependia de diferentes fatores, como a classe social do morto.

Normalmente. a técnica começava com a retirada do cérebro, seguida de um corte na virilha para a remoção dos órgãos e das vísceras, com exceção do coração, que na maioria dos casos era mantido. Tudo era feito à mão mesmo, mas com substâncias antibacterianas e alcoólicas que evitavam a contaminação de quem estava manuseando o corpo.

Após isso, tudo o que foi retirado era armazenado em um vaso especial, chamado de canopo, que era colocado próximo ao cadáver. Em seguida, o corpo era lavado com substâncias aromáticas e forrado com sal grosso, de modo que não restasse nenhum resquício de umidade.

Quando se completava um mês com os sacos de sal e perfumes, o corpo era lavado novamente, porém com óleos, para que pudessem receber um enchimento. Nos ricos, era feito de tecidos virgens. Já os pobres, eram estofados com roupas que o falecido havia usado durante a sua vida.

Era utilizada uma placa de ouro e bandagens embebidas em betume, uma substância feita de petróleo, para o fechamento da múmia. Acreditava-se que, assim, os maus espíritos seriam afastados e evitaria a invasão do corpo.

Por fim, o cadáver era completamente enfaixado, começando pelos dedos dos pés e das mãos. Além disso, durante todas as etapas do procedimento de embalsamamento e mumificação, eram lidas passagens e preces do Livro dos Mortos.

Em que consiste essa técnica atualmente?

Ao contrário do que era feito antigamente, a técnica atual de embalsamamento busca somente manter o cadáver mais próximo do que era em vida e não a preservação total da matéria.

Para isso, antes do embalsamamento, o profissional massageia todo o corpo, para que seja retirado o enrijecimento dos músculos, que é normal após o falecimento. Depois, utilizam-se bombas para a retirada do sangue, que é substituído por água e formaldeído.

Esse procedimento fará com que todos os órgãos sejam preservados e todo o corpo seja desinfetado, sendo que isso evita a putrefação e o mau cheiro. Após a aplicação dessa solução, caso seja necessário, serão corrigidas pequenas falhas que possam estar no cadáver, como se fosse uma maquiagem.

O indicado é que esse procedimento seja feito nas 12 primeiras horas após a morte, pois depois desse período, o embalsamamento se torna mais difícil em razão da coagulação do sangue.

Afinal, é embalsamamento ou tanatopraxia?

A tanatopraxia pode ser conceituada como a evolução do embalsamamento, sendo que essa técnica chegou ao Brasil em 1994. Realizada em um tanatório — ambiente equipado especialmente para a tanatopraxia — o procedimento consiste não só na preservação do corpo, mas também na higienização e na restauração.

Para isso, são utilizados equipamentos apropriados para a regulagem de pressão e vazão de substâncias, como o formol. O cadáver também recebe uma coloração epidérmica, para que a pele fique a mais próxima de um humano vivo.

Em outras palavras, a tanatopraxia é uma técnica mais completa e inovadora, que usa como base os procedimentos do embalsamamento, porém com processos, estruturas e substâncias atuais.

Qual é a importância do embalsamento?

A técnica de embalsamar os corpos vai muito além de somente manter boa a aparência do cadáver e evitar a sua putrefação. Esse procedimento tem grande importância para os avanços da medicina, pois os corpos podem ser utilizados para pesquisas e estudos.

Um dos exemplos mais famosos é o corpo do fundador da União Soviética, Lênin, que foi embalsamado e exposto no Museu Lênin, em Moscou, permanecendo nele desde 1924. Em razão da necessidade de manter o corpo de Lênin intacto para a exposição, anualmente profissionais fazem reparos nas partes que se deterioram. Com o passar dos anos, a medicina foi descobrindo avanços que preservam não só o corpo do ex-soviético, mas também auxiliam em diferentes processos.

Um exemplo disso foi a técnica descoberta que permitia manter a circulação sanguínea. Atualmente, é muito utilizada em cirurgias para transplantes de rins. Também, um teste que utiliza gotas para medir a taxa de colesterol, sem nenhum tipo de invasão ou necessidade de se retirar sangue.

O embalsamamento foi desenvolvido há milênios para rituais de diferentes tradições e regiões. Ao contrário do Antigo Egito, em que os corpos eram preservados para a proteção contra os maus espíritos, na roma Antiga, o procedimento estava ligado à estética dos corpos. Independentemente da finalidade, a técnica é utilizada até os dias atuais, principalmente em pessoas famosas e importantes para a sociedade.

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