O que causa a falência múltipla de órgãos?

É fundamental acompanhar bem a saúde da família e conhecer os diversos quadros de saúde que podem aparecer. Assim, você vai ter mais informações para prevenir doenças e saber a hora certa para procurar ajuda médica. A falência múltipla de órgãos é uma condição grave, que resulta principalmente de uma inflamação que se espalha pelo corpo, a sepse.

Segundo uma pesquisa da Datafolha de 2014, feita em 134 estados brasileiros, 93,4% dos entrevistados não conheciam a sepse. A falência múltipla de órgãos e a sepse são problemas sérios, mas se os sinais forem identificados rapidamente, as chances de cura são muito maiores. Quer entender um pouco mais sobre essas doenças? Confira o conteúdo a seguir e mantenha-se informado.

O que caracteriza a falência múltipla de órgãos?

A falência múltipla de órgãos ou disfunção de múltiplos órgãos é uma condição em que dois ou mais órgãos ficam com suas funções comprometidas, a ponto de que o equilíbrio do corpo não pode mais ser mantido sem intervenção.

A principal causa do quadro é a sepse ou septicemia, mas há casos de falência provocados por traumas, queimaduras, pancreatite, síndromes de aspiração, doenças autoimunes, eclâmpsia e envenenamento.

Segundo a ILAS (Instituto Latino Americano de Sepse), a falência múltipla de órgãos é responsável pela ocupação de 25% dos leitos de UTIs no solo brasileiro. Quanto maior é o número de órgãos comprometidos, maior é a chance de morte por disfunção de múltiplos órgãos. Se 2 órgãos são comprometidos, a mortalidade é de 60%. Se a falência é de 3 órgãos, a taxa sobe para 85%, e no caso de 4 órgãos, 100%.

O que é a sepse ou infecção generalizada?

A sepse, septicemia ou infecção generalizada é uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção. Ela pode ser causada por bactérias, fungos, vírus e protozoários.

Quando ocorre uma infecção no organismo, o sistema imunológico é rapidamente acionado para impedi-la de se espalhar. No entanto, nem sempre essa medida é suficiente. Se a infecção se alastra, o sistema de defesa aciona uma resposta inflamatória sistêmica para tentar combatê-la, mas essa reação pode gerar vários problemas para o organismo.

No quadro de choque séptico, a pressão cai de forma exagerada. Isso reduz a oxigenação dos órgãos e compromete o funcionamento deles. Assim, os órgãos entram progressivamente em falência.

Há grupos que são mais propensos a desenvolver a sepse: pessoas com baixa imunidade, idosos, bebês em fase de amamentação, crianças, diabéticos, portadores de doenças crônicas e pacientes hospitalizados que utilizam cateteres, antibióticos ou sondas.

A sepse é o resultado mais grave de uma infecção. Para o desencadeamento do quadro, importa menos quais foram os tipos de micro-organismos que atacaram o paciente e mais a reação do corpo à invasão.

Quais são os principais sintomas e o tratamento da sepse?

Os principais sintomas da sepse surgem quando há alguma parte do corpo infeccionada. Os sinais da doença são febre alta, diarreias, tremores, calafrios e náuseas. Há casos em que a febre não se manifesta, mas a pessoa fica abatida, mentalmente confusa e desorientada.

Outros sintomas recorrentes são diminuição da produção de urina e queda de pressão. Nos exames de sangue, o aumento da contagem de leucócitos e a redução do número de plaquetas devem ser sinais de alerta.

É fundamental fazer um diagnóstico precoce para que o tratamento tenha eficácia. A principal medida para tratar a doença é reduzir a carga bacteriana com antibióticos. Isso controla a resposta inflamatória e ajuda na estabilização do paciente. O tratamento pode demandar a realização de hemodiálise ou de ventilação mecânica para suprimir as funções que ficaram comprometidas.

Como prevenir a sepse e a falência múltipla de órgãos?

Como vimos, a falência múltipla de órgãos é um agravamento da sepse. Para prevenir essas condições, é fundamental tomar os devidos cuidados na manipulação de cateteres e sondas, reduzindo os riscos de infecção. Lavar bem as mãos antes de manusear esses materiais é muito importante.

Além disso, ao identificar qualquer dos sintomas especificados acima, é preciso procurar ajuda médica. Quanto mais cedo for identificada a doença, maior é a chance de cura. Um estudo realizado pelo ILAS em 2014 aponta que dos 419.047 casos de sepse registrados nas UTIS do Brasil, 55,7% deles resultaram em morte.

A melhor forma de prevenir a sepse e a falência múltipla de órgãos é evitar a ocorrência de infecção. Não há vacina contra a sepse, mas é possível vacinar contra alguns agentes infecciosos, como os pneumococos. Os grupos mais vulneráveis à ocorrência da sepse (crianças, idosos e pessoas que não têm baço) devem buscar essa forma de imunização.

A prevenção envolve também a manutenção de um estilo de vida saudável, envolvendo uma alimentação balanceada, exercícios físicos e a realização de revisões médicas regulares. Essas medidas são importantes para fortalecer a imunidade do organismo.

Caso o paciente tenha alguma infecção, é possível impedir a ocorrência de sepse, tomando os antibióticos conforme prescrito pelo médico. Não pratique a automedicação, pois essa atitude pode desenvolver infecções resistentes aos remédios.

A falência múltipla de órgãos é um quadro grave, em que dois ou mais órgãos param de funcionar. Isso normalmente acontece por causa da sepse, uma inflamação generalizada no corpo, que é uma tentativa do organismo de combater uma infecção.

Identificar os sinais da sepse precocemente é a melhor forma de evitar danos e sequelas. Sintomas como febre alta e redução na produção de urina devem ser avaliados pelo médico.

A melhor forma de prevenir a sepse e a falência múltipla de órgãos é evitar a ocorrência de infecções, mantendo cuidados de higiene e lavando as mãos frequentemente com água e sabão. Além disso, é fundamental manter um estilo de vida saudável, que envolva atividades físicas, alimentação nutritiva e um acompanhamento regular de médicos.

Crianças, idosos, pessoas que perderam o baço, diabéticos ou que estejam usando cateteres e sondas são grupos mais suscetíveis à ocorrência de infecções, mas com os cuidados adequados é possível minimizar a chance desses danos.

Com as alternativas certas, é possível garantir mais longevidade e saúde para você e sua família. Se você gostou de saber mais sobre o assunto, assine a nossa newsletter para receber outros conteúdos como este diretamente na sua caixa de e-mails!

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