Desapegando de tudo: vale a pena ser desapegado de coisas e pessoas?

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Nossos laços com pessoas, coisas ou objetos devem fazer parte da vida, desde que não sejam exagerados. Por outro lado, não é desapegando de tudo que poderemos solucionar problemas afetivos.

Confira neste post o que significa a atitude do desapego, quando ela é necessária e alguns exemplos de apegos problemáticos que devem ser eliminados ou reduzidos!

O que significa desapegar-se?

Pense em uma pessoa tão ligada a um objeto — veículo raro, por exemplo — que seria capaz de entrar em estado depressivo caso viesse a perdê-lo. Isso é apego (no caso, extremado).

O desapego é uma situação contrária: representa aquele indivíduo que não possui vínculos afetivos com pessoas, coisas ou situações. Trata-se de uma atitude que pode chegar à indiferença (o chamado “tanto faz como tanto fez”) e que é igualmente prejudicial.

Assim, desapegar-se poderia ser considerada uma atitude consciente, no sentido de não se ligar a alguma coisa ou viver de forma pretensamente livre em relação a ela.

Desapegando de tudo: vale a pena essa atitude?

Tudo o que é extremado é ruim: comer em excesso, trabalhar sem reservar momentos para o lazer, apaixonar-se de modo a ficar refém da atenção da pessoa amada. Na vida devemos buscar o equilíbrio entre os extremos. Como diz o ditado: “nem tanto ao mar nem tanto à terra”.

Em certas situações, o desapego é saudável e necessário. Se um rapaz nutre um sentimento não correspondido por uma garota, por exemplo, nada mais recomendável que ele se esforce para esquecê-la.

Porém, não podemos nos desapegar do amor por nossos familiares, de nosso orgulho profissional, de nossa autoestima etc. Isso apenas conduziria o indivíduo a um estado de alienação mental — querer abandonar sentimentos e posturas que são características do ser humano.

Quando o desapego é sinal de maturidade?

Já falamos de um exemplo nesse sentido: uma paixão não correspondida. Existem várias outras situações em que o desapego refletirá uma postura de crescimento emocional. Vejamos algumas delas:

Desapegar-se de objetos

Tratar um objeto material como se fosse mais importante que as pessoas que o rodeiam pode ser sinal de carências emotivas. Assim, verifique se o seu amor pelas coisas (como ao dinheiro, por exemplo) não se encontra além do razoável. Em caso afirmativo, busque reduzir esse apego que poderá perturbar suas relações sociais.

Desapegar-se de relacionamentos

Não é raro encontrar indivíduos tão apegados a um relacionamento a ponto de enfraquecer sua própria individualidade. Nada impede que você considere certas pessoas com verdadeiros heróis, mas cuidado para não perder o senso de realidade. Uma dose de desapego, nesses casos, poderá ser importante para seu bem-estar.

Desapegar-se de status

Um chefe de seção de uma empresa poderá manter tamanho vínculo com seu status que se sentirá humilhado e desmotivado caso venha a perder seu posto. Trata-se de mais um caso perigoso e capaz de perturbar emocionalmente um indivíduo.

Em uma situação como essa, também é aconselhável reduzir o laço criado — o que não significa abrir mão de seu status, apenas não considerá-lo algo sem o qual você não poderia mais viver em paz.

Acreditamos que você já percebeu a necessidade de manter o equilíbrio em seus vínculos afetivos, não é mesmo? Pois procure viver assim: nem desapegando de tudo, nem se apegando a algo de modo extremo.

Por falar em saúde física e mental, aproveite para conhecer nossas dicas de como manter uma boa qualidade de vida. Boa leitura!

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