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Você sabe como é a morte em diferentes culturas?

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O momento de luto e a morte em diferentes culturas refletem as diversas crenças, religiões e celebrações quando um ente querido falece. Para nós, brasileiros, alguns rituais podem parecer muito estranhos e até mesmo um ato de desrespeito com o falecido. Porém, é preciso entender que existem diferentes concepções sobre Deus, sobre a morte e inúmeras maneiras de se despedir. Há crenças em que o luto é algo triste, mas também há outras em que a morte de alguém é comemorada como forma de celebrar o que a pessoa foi em vida. 

Além disso, nem toda religião crê em Jesus Cristo ou em Deus, mas sim em outros seres soberanos. É exatamente sobre isso que falaremos neste post. Acompanhe e entenda como a morte é encarada em diferentes culturas, países e os Deuses de algumas crenças. 

A morte e os rituais de luto 

A morte ainda é um tabu para diversos países, incluindo o nosso. No entanto, há religiões e territórios que encaram esse momento apenas como uma transição para um lugar muito melhor e não como o fim da vida. Por isso mesmo que em alguns territórios os rituais não são momentos tristes e de despedida, mas sim de festa e comemoração. 

No final das contas, essa é uma busca que a humanidade sempre teve para lidar com a perda e a angústia da ausência e saudade. Outra diferença é em relação ao dia reservado para os que se foram. No Brasil, o Dia de Finados é no dia 2 de novembro, já no México, por exemplo, é o Dia dos Mortos Vivos, celebrado em uma grande festa nos dias 1 e 2 de novembro. Enquanto na China, o branco também representa a morte e não somente o preto, e o enterro é diferente dependendo da idade do falecido. 

A morte e as suas diversas representações 

Assim como a maneira de lidar com a morte em diferentes culturas é distinta, ela também tem suas várias faces. Nem todas as doutrinas acreditam naquele ser coberto de preto e que carrega uma foice. Veja como a morte é representada em alguns costumes. 

Shinigamis, os anjos da morte 

Também conhecido como anjo ou Deus da morte, Shinigami é uma representação da morte na cultura japonesa. Os shinigamis são como demônios que induzem os humanos à morte. Existem diferentes mitos envolvendo essa figura. Um deles diz que quando a luz da vela de um shinigami se apaga, ele se apodera da vontade de viver das pessoas, por isso a morte. 

Cu Sith

Cu Sith é a representação da morte na cultura escocesa e é personificada por um cão verde, grande e bastante ameaçador. A mitologia acredita que quem ouve os seus latidos está próximo da morte e quando se ouve três latidos é porque a hora de partir chegou, sendo que esse cachorro é o encarregado de levar as almas para o outro mundo. 

Ankou

Ainda falando sobre a morte em diferentes culturas, Ankou não é, na verdade, a representação dela, mas sim um servo da morte segundo a mitologia bretã. De acordo com essa crença, ele é um homem esquelético, com ar misterioso, vestido de um longa e grande capa preta e chapéu de abas largas que esconde o seu rosto. Ele fica vagando o mundo, na tentativa de achar almas que possa levar em sua carruagem. 

A celebração da morte em diferentes culturas 

Além da representação da morte ser diferente, a celebração e os rituais também são. Como dito, dependendo do país, o luto é uma festa e não um momento de pesar. Para entender como o nosso mundo é diversificado, confira como são essas comemorações.

Consumo de sopa com os restos mortais do falecido 

A tribo dos ianomâmis, que fica na território venezuelano da Amazônia, tem um ritual que pode parecer bastante estranho para nós. A celebração consistem em fazer a cremação do cadáver e separar as cinzas dos ossos entre os parentes e aliados da tribo. Depois, as cinzas são misturadas em uma sopa que também leva bananas. Isso é feito para que as pessoas consigam absorver a energia vital do morto. 

Mutilação 

Nem sempre a morte é vista como celebração. Em algumas culturas, como a nossa, o luto é um momento horrível e de muito pesar. Esse também é o caso da Indonésia. A tribo Dani, por exemplo, tinha um ritual bastante antigo em que, normalmente o pai, visto como chefe da família, tinha que cortar metade de um dedo da própria mão. Essa era a forma de demonstrar dor e luto com a partida do ente. Atualmente essa prática é proibida no país, mas as pessoas mais velhas ainda mostram os vários dedos faltantes em suas mãos. 

Danças com os corpos desenterrados 

Na ilha de Madagascar, a cada sete anos, é feito o ritual fúnebre de Famadihana. A celebração é realizada para festejar a decomposição do corpo, para garantir que o espírito vá para um mundo melhor e consiga fazer essa travessia com tranquilidade. Para isso, eles retiram o cadáver do túmulo, o envolvem em um pano e dançam com ele. 

Enfeite nos mortos

Outro ritual para celebrar a morte em uma cultura diferentes da nossa acontece na Península de lucatã, no México, e é realizado pelos maias. Eles também desenterram os cadáveres, porém depois de três anos e seis meses de mortos. Retiram os ossos, lavam e os cobrem com guardanapos cuidadosamente bordados. Depois, todos os anos, na véspera do Dia dos Mortos, esses ossos são colocados em um ossários. Isso é feito como uma forma de demonstrar respeito e honrar a memória do falecido, para que ele não seja esquecido. 

Como pode perceber, a morte em diferentes culturas tem um sentido e uma representação diferente, sendo que muitas delas podem parecer um absurdo para nós. No entanto, é fundamental que todos respeitem as diferentes crenças e religiões, independentemente do que acreditamos e praticamos. 

Interessante como o luto é praticado de diferentes maneiras, não é? Para ficar por dentro de mais novidades, histórias e dicas, siga a nossa página no Facebook e acompanhe as nossas atualizações! 

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