10 formas de manter a família unida

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Uma das maiores dificuldades de manter a família unida está em tentar conciliar as diferenças de seus integrantes. Na ficção, não há uma só família formada por pessoas iguais, já reparou? Seja em “Todo Mundo Odeia o Chris”, “Os Simpsons”, ou na brasileira “A Grande Família”, pode prestar atenção: cada integrante tem seus gostos e particularidades, sempre muito diferentes dos demais.

Como a arte imita a vida, não é de se estranhar que a gente encontre por aí tantas famílias que também são compostas por membros incríveis e cheios de amor, mas com muitas diferenças. E, às vezes, essa falta de pontos em comum, somada à rotina e obrigações do dia a dia, acaba levando cada um para seu canto.

Embora o distanciamento seja visto com naturalidade, manter a família unida é importante. Não só pela afetividade e apoio que pode ser trocado, mas também porque, cedo ou tarde, chegará o momento de conversar sobre aposentadoria, velório e herança de um ente querido. E esses temas delicados fluem melhor quando os irmãos, primos e outros parentes têm confiança e empatia uns com os outros.

Para manter a família unida ou reaproximar aqueles que estão mais distantes, veja 10 formas de fazer isso nos próximos tópicos!

1. Puxe conversa

Sabe aquele primo que nunca foi muito próximo? Ou o irmão mais novo que foi fazer intercâmbio em outro continente e decidiu ficar por lá? Tente quebrar o gelo e encontrar assuntos em comum para manter um diálogo frequente.

Com as redes sociais, fica fácil saber do que as pessoas gostam e encontrar uma brecha para puxar papo. Observe as fotos publicadas, os links compartilhados e, a partir daí, tente entender quais são os hobbies e assuntos de interesse do familiar em questão.

Com algumas informações em mente, fica mais fácil começar uma conversa com potencial para ir além de “oi, tudo bem?”. Pouco a pouco, a conversa flui e vocês podem começar ou reconstruir uma amizade.

2. Respeite as diferenças

Pode ser que você seja uma pessoa muito religiosa e tenha um familiar ateu. Ou que goste de música clássica e tenha um cunhado que cante funk.

Quaisquer que sejam as diferenças, elas não são motivos para considerar o outro inferior nem para julgá-lo, discriminá-lo ou pressioná-lo para que mude. Só é possível manter a família unida verdadeiramente se todas as diferenças forem encaradas como beleza, e não como empecilho.

Em vez de olhar sempre para aquilo que o outro tem de tão diferente, e que, por questões pessoais, causa incômodo, que tal procurar na pessoa o que ela tem de mais encantador? Pode ser o bom humor, a vontade de ajudar, ou o jeito questionador que tira todo mundo da zona de conforto. Todo mundo tem algo a nos acrescentar.

3. Semeie a paz

Fazer fofoca não é legal, e esse tipo de comportamento também pode minar as relações familiares. Os comentários maldosos e pelas costas magoam e fomentam um clima hostil. Portanto, se alguém vier fofocar, o melhor a fazer é cortar o assunto com outro mais alto astral.

Isso vale também para antigas mágoas. Desentendimentos fazem parte da vida, e erros, idem. Se alguém lhe fez algo ruim, procure compreender que as pessoas dão o que têm no momento, e que todos estão em constante evolução.

Possivelmente, o parente que lhe magoou no passado já tem ideias e entendimentos diferentes e, hoje, se estivesse na mesma situação, agiria de outra forma. Então, deixe a mágoa ir. Segurá-la não faz bem, tampouco resolve qualquer atrito. Só o que pode solucionar relações estremecidas é uma nova chance dada de coração aberto.

4. Mantenha tradições

A macarronada de domingo, o almoço de Dia das Mães, a festa de aniversário da avó que reúne mais gente do que o Natal. Cada família tem suas tradições, e mantê-las é importante. Além de aproximar as pessoas, a tradição familiar remete à identidade e provoca sensação de pertencimento.

Ela também gera memória afetiva. Qualquer dia, aquele primo que parecia ser a ovelha desgarrada da família vai comer uma lasanha parecida com a que a avó fazia no Natal, sentir a saudade bater e telefonar para alguém. Não só pela vontade de comer novamente a deliciosa lasanha, mas porque ela remete a encontro, abraços, brincadeira de primo no quintal e carinho de avó.

5. Quebre a rotina

A família só se encontra nas mesmas datas e locais? Talvez seja o momento de propor algo novo. Uma viagem juntos para um hotel fazenda, alguns dias a bordo de um navio, ou uma grande festa são algumas possibilidades.

O evento ideal vai depender do perfil da família, das condições financeiras e do tempo livre de cada um. Mas, certamente, um encontro diferente vai renovar as energias, possibilitar novas vivências e estreitar laços.

6. Fale o que sente

Botar os sentimentos para fora não vale só na hora dos desentendimentos. Expressar-se com sinceridade faz bem para a saúde e para os relacionamentos, especialmente quando aquilo que está guardado é gostoso de falar e de ouvir. Não tenha medo de ser taxado de brega ou de pegajoso pelos sobrinhos adolescentes! Abrace, elogie e faça declarações de amor sem medo de ser feliz.

Diga à irmã como ela ficou bem com aquele novo corte de cabelo, e o quanto é bom ouvir a risada dela. Elogie o gosto musical e cinematográfico do irmão, passe em uma floricultura e leve um mimo para a tia, prepare a sobremesa de que seu pai gosta. Nas despedidas, distribua abraços. Diga que vai sentir saudades, se isso for sincero.

7. Valorize o bom humor

Se a gente for mais leve, com certeza teremos menos embates. São tantos pequenos problemas que acontecem com a convivência, que, ao colocar menos peso neles, tudo fica mais fácil. Quando há muita reclamação, os relacionamentos tendem a ficar complicados. Faça um esforço para que o clima pesado deixe a sua casa de uma vez por todas.

Se a pessoa mal-humorada é você, mude imediatamente essa frequência. Pense no quanto é chato estar ao lado de uma pessoa ranzinza. Agora, se é um dos membros da família que age assim, o melhor é tentar conversar para mudar esse comportamento. Tentem dar mais risadas e se divertir juntos. Isso fortalece as relações e faz bem para a saúde mental.

8. Cozinhe em conjunto

Preparar receitas em grupos é uma ótima maneira de manter a união. Afinal, a comida não alimenta apenas o corpo, mas também a alma. Faça desse um momento especial, podendo até mesmo criar uma receita de família que será passada por gerações. Já pensou que bacana isso pode ser?

Vocês também podem estipular algum tipo de competição, onde cada um faz um prato e os demais votam no que for melhor. Isso vai proporcionar momentos divertidos, com todos juntos preparando e, logo após, saboreando as receitas em um momento todo especial.

Vocês podem também criar um livro de receitas de família, onde todos contribuem com algum prato. Essa criação coletiva vai incentivar o convívio divertido, além de ser interessante para criar memórias afetivas. Certamente, vão render boas receitas e boas histórias.

9. Programe atividades de lazer

A rotina é muito cansativa. Além dos problemas que cada um enfrenta para realizar suas atividades, ainda tem a convivência em si, que pode ser conflituosa. Para quebrar isso, pense em programas em que todos possam se divertir. Você pode montar sessões de cinema em casa ou propor uma noite de jogos de tabuleiro ou cartas.

Tente também fazer programas fora de casa. Pode ser um passeio de bicicleta, uma ida a um parque ou apenas um passeio até a sorveteria mais próxima. Enquadre atividades de lazer dentro do seu orçamento familiar. Não tem problema ser um passeio simples. O importante é que seja prazeroso para todos e que possa proporcionar integração.

10. Crie regras para os eletrônicos

Um dos motivos de distanciamento entre pessoas de uma família é que, hoje em dia, cada um está imerso em seu próprio mundo. Seja nas redes sociais e aplicativos de conversa ou assistindo séries, é muito comum que as pessoas estejam presentes só fisicamente, se isolando em um universo virtual.

Crie regras para os momentos em que não serão permitidos celulares, tablets e nem mesmo a televisão para tirar o foco em quem está ao seu lado. Durante as refeições, isso é muito importante para que, pelo menos uma vez por dia, todos se reúnam para comer e conversar sem outras distrações. Você vai descobrir como é bom valorizar as pessoas certas e estabelecer diálogos verdadeiros.

Mas vá além! Coloque um horário diário em que todos vão abandonar as telas e se dedicarem uns aos outros. É um momento em que vão tirar uma horinha para se conectar com a própria família e conversar sobre as amenidades do dia, os problemas que passaram na rua, os projetos que estão envolvidos etc. Você vai ver como vale a pena se aproximar de quem realmente é importante na sua vida.

Pequenos gestos amorosos não custam nada, alegram o coração dos envolvidos e contagiam. Você pode dar o primeiro passo para que sua família seja mais afetuosa e acolhedora. Manter a família unida é uma tarefa que flui com facilidade em alguns casos. Mas, em outros, parece muito difícil fazer com que os familiares se reúnam em clima de paz e união.

Entretanto, é importante dar passos nessa direção, seja ao propor novos encontros, resgatar tradições ou expressar amor. Família unida é sinônimo de alegria, pertencimento, segurança e carinho. Também é sinônimo de tranquilidade em momentos delicados, em que se faz necessário tomar decisões importantes.

É um trabalho de construção, mas que vai valer a pena. Se você gostou das dicas, aproveite para compartilhar o artigo nas redes sociais e mostrar para mais pessoas como manter a família unida.

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